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Conselheiro médico dos EUA afirma que variantes da covid-19 são mais letais

O conselheiro médico da Casa Branca, Anthony Fauci, indicou que existem de fato dados confirmando que as variantes do vírus da covid-19 identificadas no Reino Unido e África do Sul não apenas se transmitem de forma mais rápida, mas também são mais letais e geram um impacto mais grave entre as pessoas contaminadas.

Nos últimos dias, Europa e Estados Unidos (EUA) voltaram a endurecer seus controles de fronteiras, ampliando quarentenas e pedindo que apenas viagens essenciais sejam realizadas. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), existe hoje uma corrida entre a vacinação e a transmissão das novas variantes do vírus.

Falando no Fórum Econômico Mundial, que neste ano ocorre de maneira virtual, Fauci ainda apontou que já trabalha com a indústria farmacêutica para garantir um "upgrade" nos imunizantes. Fauci confirmou que cientistas estão preparando modificações para as vacinas para que possam lidar de forma mais eficiente com as mutações do novo coronavírus. Segundo ele, existia uma percepção inicial de que as variantes eram apenas mais eficientes na transmissão. Mas que não representavam maiores riscos que o vírus original.

Mas, na semana passada, Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, havia alertado sobre a maior letalidade das variantes, o que levou a comunidade científica a conduzir uma busca por dados.

O representante da Casa Branca insistiu que as vacinas atuais funcionam. Mas alertou que essa eficácia poderia ser reduzida. Além disso, conforme o vírus circula, novas mutações poderiam ocorrer. Fauci em nenhum momento se referiu à variante identificada primeiramente no Brasil.

Um dos problemas centrais é o fato de que as mutações não respondiam da mesma forma aos anticorpos monoclonais, usados no tratamento de pacientes com covid-19.

"Olhando os dados preliminares que os cientistas britânibritânicos analisaram, estou bastante convencido de que há um grau de aumento da gravidade da infecção real, que realmente temos que vigiar", disse Fauci. Para ele, variante sul-africana é "diferente e mais ameaçadora do que a do Reino Unido".

Seu alerta ocorre no mesmo momento em que a Moderna, fabricante de vacinas, indicou que confirma que seu atual produto funciona. Mas revelou que estava desenvolvendo uma nova fórmula para ser usada como injeção de reforço. "Estamos fazendo isso hoje para estar à frente da curva se for necessário", disse ao "The New York Times" o médico-chefe da empresa, Tal Zaks.

Fonte: UOL














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